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Inspirações de uma Estrela!

Solidão de índio - Frederico Rego Jr.

solidão de índio O sol já vem vindo,
Vai passar, passar...
E ninguém sabe para onde vai.
Já não dá mais
Para ver quando se esconde
Atrás da colina.
Mas é bom saber que volta,
Pelo menos ele volta...

Hoje planto milho, feijão, soja,
Uma porção de coisas...
Já não me sobra tempo,
Para admirar o córrego,
Onde aprendi a nadar.
Hoje a tribo é produtiva,
Como o branco quer,
Mas, minha alma nem se acredita mais...

Às vezes conversamos
Na língua da gente...
Mas, a língua do branco,
Já quase que é da gente.
Os novos nem sabem como índio fala!

O branco acho eu,
No fundo é bom.
Deu-nos terra.
Deu para gente,
Coisa que já era nossa...
Negócio de branco...
Não dá para o índio entender...

O que um índio velho pode fazer,
Quando vê seus espíritos sagrados
Sem significado?
Quando vê um índio pequeno ainda,
Trocando seus enfeites divinos,
Por pedaços de papel,
Que o branco valoriza tanto?
Quando vê gente nossa
Com vergonha de andar nua?
Eu só fico olhando,
Mas, me dá muita tristeza,
Muita mesmo...

Eu falo isso só para mim,
O branco não acredita muito
Que índio fique triste,
Quanto mais índio velho...

Tem noites que não acredito,
Que o sol volte novamente.
Felizmente, ele sempre volta,
Pelo menos ele não nos abandonou!

(Frederico Rego Jr.)

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